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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Realizar um sonho custa caro.


E aqui estou eu novamente, meu cigarro aceso no canto da minha boca, a fumaça toma conta do meu quarto. Não posso dizer que o cheiro me agrada.


Faltam algumas semanas para o meu aniversario e eu tenho um sonho e pretendo realiza-lo. Isso tem tirado meu sono.

A realização de um sonho, ou de um "gozo", como diria eu em uma seção com minha analista, vai me custar caro e não falo apenas  do caro financeiro.
Aqui, falo do meu desgaste emocional, das pessoas que serão magoadas pois não serão convidadas, das pessoas que estão de alguma forma trabalhando pra mim ou me ajudando nessa empreitada, que não é pequena, apesar da pequena proporção de convidados. 


Eu quero um jantar pra 30 pessoas servido em apenas uma grande mesa, quero ser o centro das atenções no meu aniversario, quero ser o que eu sempre fui, o centro. Quero gozar da companhia de meus amigos e daqueles aos quais estão se tornando amigos. Quero receber olhares de apreço, quero receber bem e quero ouvir comentários positivos do grande jantar que vou oferecer. 


Mas tenho medo, medo dos olhares, medo de ser o centro, medo do gozar na companhia das pessoas. Medo de lembrar que um dia fui pobre, medo de talvez pensarem, que tudo isso não passa de um teatro, de uma encenação boba de uma classe media ascendente\decadente que é exatamente onde me encaixo nesse exato momento. 

Tenho medo do meu comum, ser exagero para outros, tenho medo de não agradar o mundo!

Mas ai eu penso, o mundo me agrada? 



A resposta para essa pergunta seria não. 

Apesar de ter todas as facilidades que um jovem de classe media alta tem, eu sou pardo/negro, venho de uma família de classe media baixa, meus pais (em especial minha mãe) não me aceitam como eu sou (homossexual), e eu com essa minha pulsante veia artística, brinco de encenar, brinco que a vida é perfeita, brinco que não tenho problemas e brinco de ser feliz! Quando estou no palco, o que seria minha vida, tudo é perfeito e não tenho tempo para repetir uma linha, apenas sigo em frente. 


Mas a essa hora, quando me deito, me deparo com tudo aquilo que pulsa dentro de mim, como um vulcão prestes a explodir, como uma nuvem cheia e cinza pronta para jorrar suas aguas sobre o oceano. E o que fazer com essa pulsão? O que fazer com esse vazio? Com esse medo? 


Não tenho a resposta ainda, 




Mas sigo a buscar.



A todos que tem lido meu blog, eu agradeço! Se quiserem comentar, ou me enviar email, sintam-se a vontade! Afinal de contas, quem escreve quer ser lido! Ou nao?

Pedro Ribeiro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Carruagens, controle.


E quanto mais a gente tenta tomar as rédeas de nossa vida, mas parece que estamos caminhando em uma carroça sem rumo, onde os cavalos selvagens tentam nos levar a caminhos aos quais aparentemente nao queremos seguir. Esse é meu sentimento nesse momento, estou completamente perdido, estressado, nao sei o que fazer com uma pessoa que vem me incomodando em minha casa, gosto muito dela, mas acho que o tempo passou e chegou a hora da partida. 



Os espelhos, as fotos, todas essas facetas que criamos para nos admirarmos como seres egoístas que somos. Todos eles tem algum sentido, ou nenhum sentido.


Freud fala da histeria, e eu, sera que sou um histérico? Sera que as minhas angustias e dores nao são tao grandes assim quanto parecem? Sera que eu sou apenas um ser normal?


Não me sinto tao normal assim! Gosto de ser o centro das atenções, o foco da luz, por favor o coloque na minha direção, os espelhos, vire-os todos pra mim. 


Sera essa uma forma de enxergar aquilo que nao vejo? Sera essa uma forma de fuga, para ver apenas o exterior e esquecer o interior, o meu rico interior que esbraveja dentro de mim como que em pedido de socorro para sair.


As rédeas estão sendo tomadas, os cavalos domados e a carruagem segue seu rumo, meu rumo. Os espelhos, ainda nao sei onde os colocar. 


A metáfora, que seja entendida da sua forma. Pois para cada um de nos, as angustias estarão apertando em lugares diferentes.

Falar, ahhh falar! 

A palavra mata, mas a fala, ahh a fala salva! 

Pedro Ribeiro, madrugada de 19/09/2014