segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Natal, família, ansiedade, mudança...

E o Natal foi maravilhoso, estive com meus familiares, com minha família de origem, com minha irma e seu filho, o mais novo membro da família, que chegou a apenas um mes.

Confesso que ele (o novo membro da família) me traz sensações muito estranhas, no bom sentido, claro, ele me faz querer continuar lutando sabe, ele me faz ver a beleza do bebe tentando sugar o leite materno do seio da mae sem que ninguém o tenha ensinado a fazer isso!!! E aquele choro de alivio, o choro de fome, o choro de frio, tudo que vamos identificando conforme o tempo vai passando! E isso, sem duvida é a coisa mais bonita da natureza humana!

Eu como estudante de psicanálise, costumo ficar atento aos pequenos detalhes e pequenas mudanças na criança, e confesso que é lindo ver o que ja li em algum lugar e estudei sendo vivido ali, na minha frente.

Sobre as sensações que o novo membro da família me traz:

Eu penso muito na minha família, aquela que eu mesmo destruí, pq me sentia preso nela, a família que eu destruí por que sou um ser narcisico, neurótico, histérico. Penso em quantas vezes durante os meus nove anos de relacionamento com meu companheiro eu sonhei em um dia chegar em casa com um bebe no colo e parece que esse sonho foi morrendo aos poucos, e quando eu descobri que era HIV+ parece que esse sonho morreu de vez. Junto com a minha sanidade, dignidade e sobriedade.

Mas cada dia que passa, cada dia que eu nao consigo levantar da cama, e cada dia que eu consigo levantar, eu penso que EU posso!

Meu companheiro tem deixado de falar comigo ao telefone, tem me evitado e chegou a dizer que eu o afastei de mim, e eu o fiz. E agora quero de alguma forma retornar aquilo que eu perdi.

Quero descobrir onde me perdi, porque me perdi?

Seria tao fácil se eu tivessse a resposta pra todas as minhas perguntas. Seria tao fácil abrir um livro onde tudo estivesse explicado.

E eu sigo, ando muito triste, tomo meus remédios todos os dias, pq a ultima coisa que eu quero é causar mais sofrimento naqueles ao qual eu amo e sei que me amam.

Quero aprender a me descobrir, quero aprender a fazer amigos, quero aprender a valorizar os amigos que vou ter, e quero ter gente que some!

Acho, que hoje eu sai um pouco do que gostaria de escrever, mas como meus poucos leitores sabem, esse blog pra mim, é praticamente um diário, onde eu posso escrever os meus pensamentos e sentimentos.






terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Os portões foram abertos, a princesa foi salva!

Ca estou eu, fugi da minha gaiola e corri atras do meu príncipe encantado, corri, corri, tentei, tentei, mas nada deu certo, a única coisa que eu conseguia lembrar era de comparar ele e todos os outros ao meu verdadeiro príncipe encantado, aquele que eu um dia achei estar me prendendo dentro de uma gaiola.

Machuquei muitos sentimentos, muitos corações, muita magoa, muita droga, muita confusão, tudo ficou muito escuro e divicil de ver!

Agora, estou eu aqui, depois de machucar a pessoa que eu mais admiro no mundo, implorando pra que ele volte pra mim, pra que voltemos para nosso castelo e possamos ser felizes para sempre, ou pelo menos tentar.

Mas hoje eu quero falar tambem da tristeza que eu senti ao caminhar na rua, apesar de cheia, ipanema esta sempre cheia, eu me senti so, como jamais havia me sentido antes, so, puro, sem amigos, sem foco, sem produção, sem destino, ouvi um senhor tocando violao e sentei ao seu lado, as musicas eram tristes, o dia estava cinza, e eu me deixei levar pela tristeza daquele violão. Me deixei levar pela tristeza que se tornou a minha vida.

E de alguma forma, agora, tentando dormir e nao conseguindo, pensando em como eu nunca passei um natal tao triste e solitário na minha vida, me dei conta de que tudo pode mudar, de que as pessoas podem mudar! De que eu POSSO fazer diferente!

So depende de mim e de mais ninguém. Eu nunca quis tanto voltar pra minha gaiola dourada, eu nunca quis tanto sentir o cheiro dele ao meu lado na cama, eu nunca quis tanto reclamar que a barba dele esta por fazer, eu nunca quis tanto sentir o cheiro dele pela manha, as reclamações e o mau humor matino dele me fazem falta como nunca fizeram antes e isso esta criando um buraco tao grande dentro de mim, que a única coisa que eu pensei em fazer essa semana, e por sinal nao consegui, foi tomar uma cartela de 20 dormonids. O que eu nao me sinto nem um pouco orgulhoso de ter feito, na manha seguinte, ele, aquele cavaleiro da gaiola dourada, havia enviado seus soldados para arrombarem a porta do meu castelo e me salvar de mim mesmo! Ele, aquele da gaiola dourada, aquele que eu fugi tanto, me enviou uma dama de companhia pra que eu pudesse ter alguém ao meu lado, mesmo estando longe, ele cuida de mim.

Mas nada substitui ele. Eu quero ele.

Eu sou Pedro, HIV+, dependente químico,

 lutando contra a minha depressão e lutando contra mim mesmo. Porque so eu posso vencer essa batalha, so eu posso mudar o monstro que me transformei, naquele doce de pessoa que eu era.

Eu luto pela vida, pela paz, pelo amor!

Se voce por algum motivo esta lendo minhas palavras, é pq de alguma forma, voce precisa saber que voce nao esta sozinho, assim como eu nao estou sozinho! Nem todos temos os nossos príncipes encantados, que fazem loucuras por nos, mas nos temos a nossa forca, que vem de dentro!!!!!!

Vamos lutar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Forca Sempre e Feliz (nao sera triste) NATAL!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Solidão na gaiola dourada.

E aqui estou eu. Repousando na minha gaiola dourada, deitado na minha banheira cheia de espuma, odor maravilhoso de rosas do campo, mármores de cor clara cobrem as paredes, da janela da gaiola praticamente uma pintura, estática, lake louise é seu nome. Na poltrona, ele, o ex marido, aquele que me prendeu aqui nessa gaiola dourada. Ele diz que vai me deixar sair, que vai me respeitar! Mas as atitudes mostram um olhar diferente, preocupado, perdido, solitário. Somos dois solitários acompanhados. A água aquece meu corpo, a espuma esconde minhas vergonhas, o espelho reflete o que eu sonho, reflete a realidade, a angústia da solidão.

Em outro continente se encontra o meu príncipe encantado, que não está em um cavalo branco, e que não mora em um castelo, mas já me prometeu nada mais do que o amor, pode ser puro, pode não ser... Eu só sei que eu preciso descobrir! 

A gaiola dourada parece pequena pra mim agora. O medo de perder a segurança que eu tenho aqui e de me aventurar em um mundo desconhecido é grande! Mas eu não tenho medo!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Realizar um sonho custa caro.


E aqui estou eu novamente, meu cigarro aceso no canto da minha boca, a fumaça toma conta do meu quarto. Não posso dizer que o cheiro me agrada.


Faltam algumas semanas para o meu aniversario e eu tenho um sonho e pretendo realiza-lo. Isso tem tirado meu sono.

A realização de um sonho, ou de um "gozo", como diria eu em uma seção com minha analista, vai me custar caro e não falo apenas  do caro financeiro.
Aqui, falo do meu desgaste emocional, das pessoas que serão magoadas pois não serão convidadas, das pessoas que estão de alguma forma trabalhando pra mim ou me ajudando nessa empreitada, que não é pequena, apesar da pequena proporção de convidados. 


Eu quero um jantar pra 30 pessoas servido em apenas uma grande mesa, quero ser o centro das atenções no meu aniversario, quero ser o que eu sempre fui, o centro. Quero gozar da companhia de meus amigos e daqueles aos quais estão se tornando amigos. Quero receber olhares de apreço, quero receber bem e quero ouvir comentários positivos do grande jantar que vou oferecer. 


Mas tenho medo, medo dos olhares, medo de ser o centro, medo do gozar na companhia das pessoas. Medo de lembrar que um dia fui pobre, medo de talvez pensarem, que tudo isso não passa de um teatro, de uma encenação boba de uma classe media ascendente\decadente que é exatamente onde me encaixo nesse exato momento. 

Tenho medo do meu comum, ser exagero para outros, tenho medo de não agradar o mundo!

Mas ai eu penso, o mundo me agrada? 



A resposta para essa pergunta seria não. 

Apesar de ter todas as facilidades que um jovem de classe media alta tem, eu sou pardo/negro, venho de uma família de classe media baixa, meus pais (em especial minha mãe) não me aceitam como eu sou (homossexual), e eu com essa minha pulsante veia artística, brinco de encenar, brinco que a vida é perfeita, brinco que não tenho problemas e brinco de ser feliz! Quando estou no palco, o que seria minha vida, tudo é perfeito e não tenho tempo para repetir uma linha, apenas sigo em frente. 


Mas a essa hora, quando me deito, me deparo com tudo aquilo que pulsa dentro de mim, como um vulcão prestes a explodir, como uma nuvem cheia e cinza pronta para jorrar suas aguas sobre o oceano. E o que fazer com essa pulsão? O que fazer com esse vazio? Com esse medo? 


Não tenho a resposta ainda, 




Mas sigo a buscar.



A todos que tem lido meu blog, eu agradeço! Se quiserem comentar, ou me enviar email, sintam-se a vontade! Afinal de contas, quem escreve quer ser lido! Ou nao?

Pedro Ribeiro.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Carruagens, controle.


E quanto mais a gente tenta tomar as rédeas de nossa vida, mas parece que estamos caminhando em uma carroça sem rumo, onde os cavalos selvagens tentam nos levar a caminhos aos quais aparentemente nao queremos seguir. Esse é meu sentimento nesse momento, estou completamente perdido, estressado, nao sei o que fazer com uma pessoa que vem me incomodando em minha casa, gosto muito dela, mas acho que o tempo passou e chegou a hora da partida. 



Os espelhos, as fotos, todas essas facetas que criamos para nos admirarmos como seres egoístas que somos. Todos eles tem algum sentido, ou nenhum sentido.


Freud fala da histeria, e eu, sera que sou um histérico? Sera que as minhas angustias e dores nao são tao grandes assim quanto parecem? Sera que eu sou apenas um ser normal?


Não me sinto tao normal assim! Gosto de ser o centro das atenções, o foco da luz, por favor o coloque na minha direção, os espelhos, vire-os todos pra mim. 


Sera essa uma forma de enxergar aquilo que nao vejo? Sera essa uma forma de fuga, para ver apenas o exterior e esquecer o interior, o meu rico interior que esbraveja dentro de mim como que em pedido de socorro para sair.


As rédeas estão sendo tomadas, os cavalos domados e a carruagem segue seu rumo, meu rumo. Os espelhos, ainda nao sei onde os colocar. 


A metáfora, que seja entendida da sua forma. Pois para cada um de nos, as angustias estarão apertando em lugares diferentes.

Falar, ahhh falar! 

A palavra mata, mas a fala, ahh a fala salva! 

Pedro Ribeiro, madrugada de 19/09/2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Até que ponto a Fé cristã incomoda?


Nesse ultimo sábado, nos reunimos todos, minha família materna, para um encontro de primos, sobrinhos, netos e bisnetos de minha avo, a grande matriarca da família. 


Foi muito bom estar próximo a todos aqueles que de alguma forma partilham, uma gota que seja, de sangue comigo, algo em comum que nos aproxima. 

Mas como sempre o é, foi bem dificil conviver com as diferenças, a maioria, senão todos, os meus familiares maternos são evangélicos e como nao é novidade para ninguém, eu sou gay e agnóstico (lê-se aquele que cree em Deus, mas nao na religião criada pelo homem).

E nas poucas conversas que tive, muitas me desagradaram pelo fato de em alguns segundos que eu particularmente chamo de, segundos de lucidez, os meus parentes puderem expor seus sentimentos por mim, a saudade que dói no peito deles, que por sinal, dói no meu tambem! Gostaria de te-los todos aqui, todos os dias. 

Porem, quando esse "momento de lucidez" termina, entra o "momento religião" que realmente ja "deu no saco",

Todos eles tem sonhos comigo, talvez seja apenas um sinal de preocupação, penso eu, mas eles completam e interpretam os sonhos como chamãs da antigüidade, e levam os sonhos para os lados mais obscuros da vida que pensam eles eu tenho. Outro veio fazer um video comigo, dizendo como me amava, ele era meu tio, e eu o amo muito! Mas o momento de lucidez passou rápido e ele logo começou a proclamar coisas na minha vida e dizer que Deus estava falando com ele sobre mim, e minha resposta foi bem clara, alias pra todos, a mesma resposta. 

Se Deus quer falar comigo, ele vai falar COMIGO, nao com voce! Não te vejo como canal direto com Deus, e voce nao conhece o meu coração, Eu conheço meu coração, Deus conhece meu coração. Deus sabe "onde aperta" 


Se pudesse enviaria isso por email a cada familiar que estava presente no ultimo sábado, mas me aterei apenas a desabafar aqui, onde nao sou lido ou julgado por uma "prole" evangélica dos anos 2014 que eu os identifico como os "fariseus" da época de Jesus.


Menos julgamento, vamos olhar para nos mesmos, para nossas almas, mentes e corpos e decidir o que devemos fazer com o que é NOSSO. SOMOS TODOS IGUAIS.

Vamos deixar o outro de lado, viver nossa vida e se preocupar, repito, preocupar com quem nós amamos.

Solitário, porem feliz e resolvido (endo) .














Pedro Duque


Carta/letra assim seja lido.

Pique uma carta em pedacinhos e ela continuará a ser a carta que é. Essas são as palavras de Lacan, que me inspiram a pensar, as vezes tentamos fazer de nossos problemas pedacinhos, e eles continuam a ser exatamente o que sempre foram! 
Talvez Lacan queira nos dizer, para ao invés de pica-los que possamos resolvê-los! Um por um, cada qual com sua singularidade! 

domingo, 7 de setembro de 2014

Shopaholic?


Tem duas semanas que eu nao sei o que é sair e nao comprar alguma coisa. Qualquer que seja, desde um lápis, ate uma loja inteira, ou varias coisas em varias lojas. Hoje, depois de um dia intenso de compras, desilusões com as compras, felicidade com elas, angustia por nao poder levar tudo o que queria, me deparei com minha angustia. 

Angustia essa, como um buraco que se abria no meio do meu peito, fiquei pensando em quanto ja havia gasto em dois dias, a viagem que havia inventado para um paraíso chamado Buzios, dizendo eu, para relaxar e para presentear uma amiga, mas nao, a única coisa que fiz, foi correr por todas as lojas, no dia anterior a viagem e encontrar roupas que, no meu entendimento, caberiam com a viagem e chegando aqui, apenas comprei, comprei e comprei. Agora, após comprar uma camiseta linda e um tênis incrível com o qual acho que passaria muito bem a minha vida sem, fiquei pensando, sentindo essa angustia que nao tapou o buraco da minha falta. Não tapou e nem vai tapar. 


Buzios, 9/07/2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A vida que se abre...

Hoje duas frases me deixaram intrigado e eu gostaria de diva-las aqui. 

A primeira me foi dita na escola de psicanálise na leitura dos escritos de Lacan e segue "O que se diga fica esquecido por trás do que se diz no que se ouve" e a segunda, acabei de ler em um livro de Freud que fala da introdução a psicanálise que se segue " é necessário ter humildade, pôr de lado as próprias simpatias e antipatias, se desejamos descobrir o que é real nesse mundo".

Eu nesse momento da minha vida venho procurando o real, o significado que a minha vida teria, terá. Mas minhas simpatias e antipatias continuam aqui e talvez não estejam preparadas para baixar a guarda e deixar descobrir o que foi esquecido por trás do que foi dito. Eu, quero com todo meu esforço, crescer, me descobrir, aprender a conviver com as diferenças de tudo que já tive, não tive, tenho e terei.

A vida se abre, como um ato falho, e eu me jogo, me afogo!

Não quero voltar atrás. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

meus escritos 25/08/2014

5:57am

Eu sou uma pessoa egoísta. Eu quero que o foco da luz esteja em mim.
Qual é a dificuldade em ser coadjuvante? (sempre fui, agora nao mais! Eu sou o Pedro Duque)

"Everything starts from the brginning I believe on your dreans and I,ve followes you in many of those dreams. don't you think now it is my turn? Just think a little?! Let me know ASAP, because I'm collapsed, damaged physically and spitually."

Real, imaginário? Ato falho?

Foco de luz, me lembra o trauma de subir no palco, de quando eu fazia teatro. Toda aquela gente , toda aquela luz so pra mim, estavam todos ouvidos, dos meus eu era o melhor e no meu MAIOR momento eu falhei, meus lábios secaram, eu so conseguia pensar em tudo que ensaiei, nada aconteceu, os maiores 40 segundos da historia.

Ali morreu a minha auto confiança, meu amor próprio e a minha vontade de ser alguém.
Tratar esse sintoma, nao sei como?!

Conviver com a angustia talvez seja a resposta.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Sim, ele se foi.

Não sei por onde poderia começar, os pensamentos, sim, são sempre solitários.
Os sonhos de alguma forma nos remetem aos nossos desejos mais íntimos, desejos esses que as vezes nem temos conhecimento de te-los. Bom, eu tenho pleno conhecimento do meu desejo relacionado a esse sonho. E tenho plena certeza de que poderia explorar mais, como sempre podemos explorar e descobrir coisas que as vezes nos são incomodas. 

Essa manha, acordei com um sonho bem interessante, sonhei que meu marido, se chegava por trás de mim na cama, eu estava deitado com a barriga para baixo, e ele chegava, eu conseguia sentir seu cheiro, sua pele, seu cabelo encostando no meu, abria meus olhos e via seu sorriso, dentes brancos e lindos. Ele me dava um bom dia caloroso e um abraço confortante.

Meu marido viajou a dois dias para o canada, vai passar um bom tempo por la, e eu resolvi ficar para de uma vez por todas, ou para apenas uma tentativa, construir algo pra mim! que venha de mim, para mim. Estou me dedicando ao estudo da psicanálise. 

Psicanalise essa, que ja tenho tido contato a algum tempo atraves da minha analista que eu vulgarmente chamo de fada madrinha, com quem troco minhas maiores angustias! 

Para variar, minha analista, meu marido e minha mae, resolveram todos viajar na mesma época. 

Talvez meu sonho nao se remeta apenas ao afago doce e a saudade que sinto do meu marido, mas a falta que esse "todo" que pra mim é meu e SÓ meu suporte me faz.

Tenho tentado a duras penas passar por cima desse vazio, oco que se tornou a minha vida. 

Minha analista, temos feitos seccoes via skype, meu marido e mae tenho falado por whatsapp. Mas eles nao estão aqui.

A presença física que supre minha angustia e meus desejos, minha falta, nao esta aqui.

Seria entao, essa uma saudade da minha psicanalista, ela com toda sua sabedoria, responsável por cobrir a minha falta e me ajudar a equilibrar minhas necessidades e desejos?

Não sei.

So sei, que sinto falta, angustia, saudade e dor.

E isso, por incrível que pareça me tem ajudado a crescer.

Obrigado.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Desejo e o Ser

Ultimamente, eu tenho pensado muito nesse tal "desejo" que todos nós temos, mas poucos de nós sabe lhe dar com ele.


Tenho pensado muito também em uma coisa que minha psiquiatra me disse, que durante os anos eu fui colocando muitas coisas embaixo do tapete deixando pra resolver depois e acabei levando isso para o meu dia e para a minha analise hoje. 


Minha analista achou ambos os assuntos bem interessantes, mas chegamos a conclusão de que nada é tao serio assim que precise ser resolvido de uma hora pra outra.

Sim, claro, eu preciso encontrar esse "desejo" que vai me mover a fazer e criar talvez grandes realizações. No momento isso parece URGENTE pra mim. Tira meu sono.


Em contra partida, hoje quando disse a minha analista que gostaria de descobrir onde me perdi, para que pudesse recuperar, ela me com seu olhar singelo e doce, me disse " Pedro, no seu olhar nao vejo nada perdido, voce esta aqui na minha frente, nao esta na esquina, na calcada, voce esta aqui"


E isso me fez pensar, que o que se perdeu, ja foi perdido. Talvez eu consiga entender e descobrir onde perdi e consiga recuperar, talvez nao!? 

Esse algo perdido, sem duvida faz parte da construção do meu eu.

Me faz ser o Pedro que sou hoje.

"Não se deve tentar erradicar os complexos da pessoa, mas sim, entrar em acordo com eles".

Sigmund Freud

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Me reconhece?

Hoje voce me fez pensar no que eu era antes, me fez sentir o que eu sentia antes, gostar do que eu gostava antes.

Antes eu era apenas alguém, que sempre gostava de brincar de ser outro alguém.

Gostava de brincar com as bonecas da minha irma como se fossem minhas, lembro de uma brincadeira, so minha, que nunca compartilhei com ninguém, quando alguém cruzava comigo na calcada em um passe de magica, eu me tornava aquela pessoa e aquela pessoa se tornava eu. E seguíamos na calcada na nossa nova vida, novo corpo, nova mente, nova realidade.

Não é de espantar que nunca deu certo, ne? Eu continuava seguindo na mesma direção, no mesmo corpo, no mesmo eu... E ficava tentando imaginar como era la dentro daquela mente que tinha acabado de cruzar com a minha.

Como pode, eu nao poder saber o que passa na mente de quem acabou de cruzar comigo? Porque eu nao posso escolher o que quero ser? Que titulo quero levar?

Por que eu nao nasci no país x ou no país y? porque? Essas sempre eram as minhas questões.

Não sei se todos ja tiveram essas questões. Eu talvez continue com essas questões ate hoje, pelo simples fato de nunca ter recebido uma resposta.

Alguns me falam que foi Deus quem quis assim?!

Mas quem é esse Deus que eu nunca vi? Porque ele pôde decidir quem eu vou ser ou o que vou fazer?

Hoje, eu ja me perdi, ja nao sei mais quem

sou, apenas vivo, sinto, respiro, vejo, arrepio.

Nada faz muito sentido, nada tem muito sabor, muita cor.

Não existe desejo, nao existe concreto, tudo é abstrato.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Apenas um sonho.

Hoje, os sonhos ainda me intrigam.

Quando te conheci sonhava com um príncipe no cavalo branco, carregando toda uma estirpe, e sonhava que voce me incluiria nisso tudo. Jamais imaginei que viraríamos a típica novela das 20h da rede Globo de televisão.

É muito dificil, viver entre dois mundos, um mundo de sonhos e desejos realizados, e um mundo cheio de desejos mas sem esperança para realizações.

Todos os dias quando pego meu carro e paro no primeiro retorno o rapaz que faz malabarismo, que ja é meu conhecido, sempre para pra conversar e pra contar, que esta indo a escola e que um dia vai nos convidar pra comer em uma churrascaria por conta dele! Se ele soubesse como isso enche meu coração de esperança !!! Eu quero muito que ele termine a faculdade de engenharia que ele quer começar!  Mas ao mesmo tempo fico triste, triste em saber que ele nao teve as mesmas oportunidades que eu, e mais. fico triste porque eu nao aproveitei as oportunidades que eu tive.

Hoje sonhei que uma estaca saia do meu pescoço com um peixe pendurada nele. Logo depois sonhei que estava a procura de uma capa, capa essa que me daria o poder de voar sobre a cidade maravilhosa, fiz voos incríveis, mas dentro do meu sonho a única coisa que eu queria era entrar dentro do copacabana palace.

Minha roupa voadora, me levava ate uma especie de pátio de funcionários na parte traseira do hotel,e la eu tentava voar ate as janelas mais próximas, e nao conseguia, era como se a "bateria" da minha capa magica voadora estivesse terminando...

Desisti de tentar entrar no Hotel, e resolvi apenas admirar a cidade que eu mais amo de cima, e voei por todos os cantos, passando pelo cristo redentor e chegando ate a barra da tijuca, ao meu prédio por aqui, e finalmente minha cama.

O incrível disso tudo, é que o hotel, representa pra mim a casa da minha sogra, apesar do pseudo livre acesso que eu crio na minha mente, nao existe acesso. existem migalhas que caem, e eu as uso, uma por uma. Apenas para parecer que eu vim de onde nao vim.

Nossa que sofrimento isso me causa!  Mas felizmente somos todos adultos. e é assim que a vida faz, nos e nos tira a todo instante.