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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Carruagens, controle.


E quanto mais a gente tenta tomar as rédeas de nossa vida, mas parece que estamos caminhando em uma carroça sem rumo, onde os cavalos selvagens tentam nos levar a caminhos aos quais aparentemente nao queremos seguir. Esse é meu sentimento nesse momento, estou completamente perdido, estressado, nao sei o que fazer com uma pessoa que vem me incomodando em minha casa, gosto muito dela, mas acho que o tempo passou e chegou a hora da partida. 



Os espelhos, as fotos, todas essas facetas que criamos para nos admirarmos como seres egoístas que somos. Todos eles tem algum sentido, ou nenhum sentido.


Freud fala da histeria, e eu, sera que sou um histérico? Sera que as minhas angustias e dores nao são tao grandes assim quanto parecem? Sera que eu sou apenas um ser normal?


Não me sinto tao normal assim! Gosto de ser o centro das atenções, o foco da luz, por favor o coloque na minha direção, os espelhos, vire-os todos pra mim. 


Sera essa uma forma de enxergar aquilo que nao vejo? Sera essa uma forma de fuga, para ver apenas o exterior e esquecer o interior, o meu rico interior que esbraveja dentro de mim como que em pedido de socorro para sair.


As rédeas estão sendo tomadas, os cavalos domados e a carruagem segue seu rumo, meu rumo. Os espelhos, ainda nao sei onde os colocar. 


A metáfora, que seja entendida da sua forma. Pois para cada um de nos, as angustias estarão apertando em lugares diferentes.

Falar, ahhh falar! 

A palavra mata, mas a fala, ahh a fala salva! 

Pedro Ribeiro, madrugada de 19/09/2014